Quinta-feira, 5 de Abril de 2012

Taça da Ilha Terceira - A final está mesmo aí...

Na sequência da final da Taça da Ilha Terceira, que se disputa este Sábado, as 19h00, no Pavilhão da Escola Tomás de Borba, em Angra do Heroismo, fomos ao encontro dos treinadores finalistas, Nuno Vieira e Carlos Brasil, treinadores do Matraquilhos e Barbarense respectivamente, para saber as suas perspectivas, que influencia pode ter a final da Taça nas suas épocas, etc.


Começando por Nuno Vieira:
Futsal 9 Ilhas: Até agora, os Matraquilhos FC têm tido uma época de sonho, sendo actualmente líderes invictos na Serie Açores. Como encara nesta paragem a final da Taça da Ilha Terceira?
Nuno Vieira: Este desafio para a taça de ilha é uma oportunidade para a minha equipa defender o título de Vencedor da Taça Ilha Terceira conquistado a época passada. Na minha perspectiva como treinador e apesar do cansaço da época, o facto de não estar parado é bom sinal, pois é significado que temos a possibilidade de disputar mais uma competição federada.

F9I: Tendo em conta que os Matraquilhos FC estão numa divisão superior, ainda não perderam esta época, considera que são os favoritos a esta final?
NV: Não vejo esta final com esta perspectiva, na minha opinião o favoritismo é 50:50, sendo que a minha equipa respeita o Barbarense e sabe que é uma equipa ambiciosa e que para chegar à final eliminou equipas da Série Açores.

F9I: Como avalia o seu adversário, o SC Barbarense?
NV: O Barbarense, para mim, é uma equipa que tenta praticar um Futsal com princípios definidos e que revela uma identidade colectiva no seu modelo de jogo. O Carlos é um treinador que leva o futsal de uma forma séria e reconheço qualidades na sua equipa, quer em termos defensivos e ofensivos.

F9I: Na nossa opinião, os Matraquilhos FC e o SC Barbarense são dos melhores praticantes da modalidade nos seus respectivos campeonatos. Concorda com a nossa opinião? Acha que estão reunidas condições para um grande “hino” à modalidade?
NV: Acima de tudo considero que estes dois clubes elevam a qualidade da modalidade na ilha Terceira e Açores, pois além das equipas seniores, apostam nos escalões de formação, estes aspectos, evidenciam a forma como encaram com seriedade a modalidade. No que se refere ao jogo em concreto, espero acima de tudo seja um grande espectáculo para a evolução do nosso Futsal e que todos os amantes da modalidade, independentemente do clube que apoiam marquem presença, pois todos cresceremos com isto. Não desejo boa sorte ao Barbarense, mas que seja um grande espectáculo de futsal (risos).

F9I: Pode uma vitória nesta final motivar ainda mais os seus jogadores para a almejada conquista da Serie Açores?
NV: Tal como referiu no início da entrevista a "paragem" da Série Açores, pelo que neste momento, estamos 100% focados nesta final e só depois voltaremos a pensar no próximo jogo do Campeonato.


Virando agora atenção para o Treinador do SC Barbarense, Carlos Brasil:
Futsal 9 Ilhas: O SC Barbarense teve uma boa primeira volta, sendo que acabou a primeira volta em 1º lugar no Campeonato da Ilha Terceira, enquanto na Taça da Ilha Terceira eliminou duas equipas da Serie Açores. Depois de 4 jornadas disputadas na segunda volta, caiu para o 3º lugar. A que se deveu essa quebra? Como encara nesta paragem a final da Taça da Ilha Terceira?
Carlos Brasil: Começando pela segunda questão a Final da Taça não podia vir em melhor altura. Necessitávamos de ter um grande desafio, onde a motivação, adrenalina estivessem ao máximo, de um jogo único que pode dar um título, para recuperar os níveis anímicos da equipa, ainda para mais com o actual vencedor da competição. Em relação à primeira pergunta, a verdade é que quebramos, a nossa qualidade não foi a mesma e acusamos alguma ansiedade em momentos de alguns jogos determinantes. No entanto, já não tínhamos o plantel todo disponível desde o jogo com o GDR São Carlos, e graças a deus desde da semana passada que temos quase todos a 100% o que é meio caminho andado. A nossa qualidade, organização e competência continuam lá, os jogadores são os mesmos, sabemos perfeitamente onde erramos, e nada melhor que uma final para provar tudo isso.

F9I: Tendo em conta que os Matraquilhos FC estão numa divisão superior, ainda não perderam esta época, considera que são os favoritos a esta final?
CB: Claramente, não só por estarem numa divisão superior, por serem lideres invictos, mas por serem também os detentores do troféu e tudo isso conta. Mas isso não impede que tenhamos ambição nesta competição. É um jogo único, em que tudo pode acontecer. Sabemos as nossas limitações, respeitamos muito o nosso adversário, mas sabemos o que podemos fazer. Mas claramente no plano teórico, teremos 15% ou 20% de hipóteses enquanto os Matraquilhos terão o resto do favoritismo.

F9I: Como avalia o seu adversário, Matraquilhos FC?
CB: Basta dizer que é uma equipa que ainda não perdeu esta época, não perde à mais de um ano, tem o melhor plantel a nível Açores, na minha modesta opinião, tanto a nível de qualidade como quantidade, excluindo obviamente o Operário. Desde que o Nuno Vieira assumiu o comando técnico, estes apresentam princípios tanto a nível defensivo/ofensivo, mostram outra organização e isso tem se visto nos resultados. Admiro o seu trabalho.

F9I: Na nossa opinião, os Matraquilhos FC e o SC Barbarense são dos melhores praticantes da modalidade nos seus respectivos campeonatos. Concorda com a nossa opinião? Acha que estão reunidas condições para um grande “hino” à modalidade?
CB: Concordo na parte que são das equipas mais organizadas a nível terceirense e mesmo a nível de açoriano pelo aquilo que tenho visto nalguns jogos da Serie Açores.
Existe as condições todas para ser um grande espectáculo e era muito bom que o pavilhão estivesse cheio. Seria um sinal muito forte do nosso futsal.

F9I: Que impacto pode ter uma vitória nesta final no resto da temporada?
CB: O nosso objectivo para esta competição era atingir a Meia-Final, devido a planificação da temporada, senão tínhamos ficado imenso tempo sem competir em Dezembro. Com distinção, atingimos a final e obviamente vamos usar as nossas armas, mas são duas competições diferentes, com objectivos diferentes. Neste momento o nosso pensamento não vai além de Sábado e só depois disso pensaremos no jogo seguinte.

Assim ficamos com as ideias dos dois jovens técnicos que irão disputar o segundo troféu oficial da época, no que às competições da AFAH diz respeito.
O Futsal 9 Ilhas deseja sorte aos dois, que seja um grande jogo, com emoção e que vença o melhor…

Terça-feira, 27 de Março de 2012

Operário derrotado em casa pelo Benfica

No jogo que marcou o arranque da 22ª jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão, o Benfica foi aos Açores derrotar o Operário, por seis bolas a três. Este resultado permite ao conjunto encarnado distanciar-se na liderança da tabela classificativa, somando agora mais cinco pontos que o Sporting que tem um jogo a menos.

Os minutos iniciais revelaram um Operário muito organizado defensivamente e perigoso nas saídas para o contra-ataque. Foi valendo o guarda-redes Marcão ao Benfica nesta fase para que o nulo permanecesse no marcador até ao minuto 9, altura em que Ricardinho encontrou Davi através de um passe na paralela, com o brasileiro a picar a bola com classe sobre Beto. Estava inaugurado o marcador, praticamente na primeira oportunidade de golo dos visitantes.

Em desvantagem pela primeira vez na partida, Roger Augusto solicitou o seu tempo técnico e fez avançar Beto para o 5x4. E foi precisamente dos pés do guarda-redes brasileiro que teve início o lance do golo do empate, finalizado pelo espanhol Noé Pardo que apareceu solto no interior da área encarnada.

As dimensões reduzidas da quadra eram um obstáculo acrescido para as duas equipas criarem espaços para as penetrações e o equilíbrio era nota dominante. Até que, aos 16', uma transição rápida do Benfica permitiu a Gonçalo Alves a colocar a bola ao segundo poste onde apareceu Marinho a atirar a contar. Era a segunda vez que os encarnados se colocavam em vantagem, estabelecendo o resultado com que se chegaria ao intervalo.

No segundo tempo, o Benfica surgiu bem melhor e foi sem surpresas que cavou uma diferença de três golos no marcador. Primeiro, através de um remate fortíssimo de Gonçalo Alves que surgiu sobre a esquerda do seu ataque. E depois, graças a grande lance individual de Ricardinho concluído com um remate rasteiro da mesma zona do terreno. Pelo meio, o capitão dos açorianos, Minhoca, havia acertado com estrondo no poste esquerdo da baliza de Marcão.

O Operário recusou atirar a toalha ao chão e voltou a encurtar distâncias, aos 27', na sequência de um livre apontado por Noé Pardo que contou com o desvio do pé direito de Minhoca. O 5x4 foi a arma recorrida quase sempre por Roger Augusto ao longo dos segundos vinte minutos, mas poderia ter custado o quinto golo sofrido à sua equipa, no entanto o pontapé de baliza a baliza desferido por Marcão acabou por embater no poste.

Refeitos do susto, os açorianos insistiram no adiantamento de Beto e chegaram ao terceiro golo graças a um brilhante trabalho individual de Minhoca que tirou Gonçalo Alves do caminho e bateu novamente Marcão.

Com apenas um golo de diferença no marcador, a incerteza sobre o desfecho final pairava sobre as cabeças dos muitos espectadores que preencheram por completo as bancadas do Pavilhão Sidónio Serpa, em Ponta Delgada. Só que, Diece resolveu dissipar todas as dúvidas quanto ao vencedor, ao aproveitar dois erros da equipa adversária para marcar por duas vezes perante a baliza deserta.

Pelo que fez no segundo tempo, o Benfica acabou por justificar o triunfo, embora os números pequem por exagero. Isto porque do outro lado esteve um Operário voltou a mostrar qualidade na sua organização, criando dificuldades ao seu adversário, que no entanto foram insuficientes para evitar novo desaire.

Sexta-feira, 23 de Março de 2012

3ª Divisão Nacional - Série Açores - 11ª Jornada

Realiza-se este fim-de-semana a décima primeira jornada da 3ª Divisão Nacional Série Açores.
Na Ilha Terceira, o CDCC Posto Santo irá jogar em "casa emprestada" diante do CE Vila Franca do Campo. Os terceirenses vêm de uma derrota, enquanto que os Vila Franquenses vêm de uma expressiva goleada. Na primeira volta, a formação de Vila Franca venceu por 4-1.
Na Ilha do Pico, o último classificado, FC Madalena, recebe o líder Matraquilhos. A formação do Pico ainda procura os primeiros pontos do Campeonato mas os Matraquilhos estão muito fortes e não irão facilitar. Na primeira volta, os Matraquilhos venceram por 3-1.
Na Ilha Terceira, a ARC Casa da Ribeira recebe no seu Pavilhão o terceiro classificado, CD "Os Marienses". Ambas as equipas vêm moralizadas com importantes vitórias na última jornada e a formação de Santa Maria procura manter a terceira posição. Na primeira volta, os Marienses venceram por 3-1.
Na Ilha de São Miguel, Capelense SC e CD Rabo Peixe jogam à mesma hora diante Fayal Sport e União Praiense respectivamente. O Capelense vem de uma derrota num grande jogo de Futsal diante dos Matraquilhos mas à partida é favorito neste embate frente ao nono classificado que cada vez vê mais perto a sua descida. Na primeira volta, o Capelense derrotou o Fayal Sport.
No outro jogo, Rabo Peixe vem de uma vitória expressiva diante do Fayal Sport, enquanto que o União Praiense vem de uma derrota em casa diante da Casa da Ribeira. Vai ser um grande jogo de Futsal onde a formação de São Miguel irá tentar se vingar na derrota na Terceira por 5-4.

Operário e Fundão dividem pontos

Numa partida entre duas equipas que se encontram em boa posição para alcançar o Play-off, Fundão e Operário empataram a uma bola, resultado que foi construído durante os primeiros vinte minutos e que mantém os dois conjuntos separados por apenas dois pontos na tabela classificativa.

Apesar do domínio repartido no capítulo da posse de bola, o Fundão foi sempre mais perigoso na primeira metade e foi sem surpresas que chegou à vantagem através de uma iniciativa de Tukinha concluída por Davide Moura. Estavam decorridos 10'. A resposta do Operário surgiu a três minutos do intervalo, com o golo da igualdade que saiu de um disparo fantástico do espanhol Noé Pardo.

No segundo tempo, as oportunidades foram mais repartidas mas as duas equipas revelaram ineficácia na hora de atirar à baliza e o resultado permaneceu inalterado até final.

CE Vila Franca do Campo 10x3 FC Madalena (Crónica)


Realizou-se este fim-de-semana no pavilhão multiusos Arena em Vila Franca do Campo a 10º jornada da Série Açores de Futsal e que pôs frente a frente o Clube Escolar de Vila Franca Campo e o Futebol Clube Madalena da ilha do Pico.

A equipa de Clube Escolar de Vila Franca veio por este jogo com o objetivo de marcar cedo e cedo resolver o jogo perante um Madalena último classificado, única equipa que que ainda não pontou na série Açores.
Nos primeiros minutos de jogo o CE Vila Franca teve a posse da bola, controlou o jogo e delineou ataques organizados, sendo anuladas alguns por boas defesas do guarda-redes do Madalena Sérgio Ávila. Foram os de Vila Franca que inauguraram o marcador ainda não eram decorridos três minutos e o marcador já estava em dois zero, golos da autoria de Leonardo (Chamom) e Rui Borges, sendo o segundo de recarga após bom remate do Alex Costa e passado mais um minuto e Alex Costa marcava o terceiro da sua equipa.
O primeiro perigo para a baliza dos Vila-franquenses, defendida e bem pelo Ricardo Santos, que jogou no lugar de Pedro Rainha, foi num remate de João Pereira que embateu na barra por volta dos quatro minutos iniciais. Por volta dos seis minutos do jogo e num passe para Pedro Garcia do Madalena, falhou uma boa oportunidade de reduzir o marcador.
No decorrer do jogo o FC Madalena teve sempre no seu capitão Luís Matos o organizador da manobra ofensiva dos Picoenses, criando algum perigo para a baliza adversária enquanto teve frescura física.
Quem tem “Chamom” tem golos e este jogador marcou o quarto da sua equipa numa manobra ofensiva da sua equipa. Para fechar o resultado da 1ª parte, dois golos de João Teixeira, um a passe de Alex e Pedro Magalhães, resultado com que terminou o intervalo 6 – 0.
No Madalena ainda teve algumas jogadas de perigo organizadas João Pereira – Pedro Garcia com remate bem executado de Luís Matos, com boa defesa de Ricardo Santos que esteve em bom plano durante todo o jogo, boa aposta do treinador Carlos Arruda para rodar os menos utilizados.
Nos minutos finais do encontro o Madalena teve a pressionar o último reduto da C Escolar de Vila Franca, com jogadas de bom recorte técnico, umas vezes a rematar outras a construir do Luís Matos, elemento a destacar nesta equipa pela sua entrega e dedicação enquanto teve frescura física.
O tempo de intervalo foi bom para a equipa forasteira para retemperar foças e nos minutos iniciais vieram para virar o resultado pressionando o C Escolar de Vila Franca que fazia descansar alguns dos seus jogadores principais, marcando o primeiro golo da sua equipa e da autoria de Renato Matos do Madalena. Ambos os guarda-redes mostram-se seguros dando uma confiança no último reduto de ambos os conjuntos.
A equipa Picoense reduziu ainda o resultado quando tinha passado um minuto e meio de jogo golo da autoria de Renato Matos, após boa pressão sobre o seu adversário, sendo o segundo e terceiro marcados por Rui Andrade e Marco Gomes, após boas jogadas de entendimento da manobra ofensiva, que ainda teve mais um remate trave à baliza de Ricardo.
Os quatro golos de Leonardo “ Chamom” vêm mais uma vez justificar que quem tem este jogador na sua equipa marca muitos golos e ganha muitos jogos. Uma última referência para o clube treinado por Carlos Arruda, que rodou e bem todos os seus jogadores, podia dar oportunidade a algum júnior mais evoluído, tendo em conta o que falta 8 jornadas da série Açores para o seu términus, é a equipa mais concretizadora com 50 golos marcados e 40 sofridos.

Fonte: José Araújo

Matraquilhos FC 5x2 Capelense SC (Crónica)


Futsal ao nível dos melhores. O pavilhão da escola Tomás de Borba foi somente um dos encontros mais importantes da primeira edição da Série-Açores de Futsal, onde o líder Matraquilhos recebia o segundo classificado, Capelense, com as equipas a apresentarem-se separadas somente por 3 pontos. Três pontos estes fruto da vitória do Matraquilhos no reduto do Capelense na jornada inaugural por 5-4. Os adeptos do Matraquilhos e do Futsal em geral cientes da inportância desta partida encheram as bancadas, e durante e no final da partida sentiu-se um ambiente de jogo grande. Nuno Vieira tinha como novidade para esta partida a recuperação de Nelsinho, e a sua equipa vinha de uma vitória caseira sobre o rabo de Peixe. Por seu turno o Capelense na última jornada havia vencido em Vila Franca a equipa local por 4-3. Esperava-se uma grande partida de Futsal e assim o foi, o Matraquilhos chegou ao intervalo a vencer por 3-1. No segundo tempo a qualidade de jogo não baixou e continuou-se a assistir a grandes momentos de Futsal, com o Matraquilhos no final da partida a vencer por 5-2.
O inicio de partida não poderia ter dado mais razão a quem esperava um grande jogo, e logo aos 30 segundos o Matraquilhos adiantou-se no marcador, isto depois de Barbaço ter recebido um atrado de um companheiro quando já não podia tocar no esférico. Na sequência do livre indirecto Fábio Raposo deixou o esférico em Carlos Rui que rematou colocado para o 1-0, isto numa altura em que ainda havia gente a chegar ao pavilhão. Mas enquanto o Matraquilhos festejava e passados menos de 10 segundos o Capelense restabeleceu a igualdade, depois de uma excelente incurssão individual pela direita do seu ataque, por intermédio de Fábio Oliveira, que assistiu Hélder Medeiros que no coração da área só teve de encostar para o 1-1.
Estava dado o mote para uma grande partida de Futsal, e à passagem dos 110 segundos de jogo, o Matraquilhos volta a adiantar-se no marcador, isto quando Fábio Raposo recebe o esférico perto da área e remata sem hipótese de defesa fazendo o 2-1, para grande festa nas bancadas. A partida rapidamente acalmou, mas a disciplina táctica de ambos os conjutnos era irrepreensível, e as oportunidades de golo iam surgindo, mas ora Nuno Cardoso, ora Barbaço iam chegando para as encomendas.
Aos 10 minutos Nelsinho remata de longe, Toni ia a passar em frente a Barbaço, o esférico desvia no mesmo e acaba por embater no poste. Volvidos 3 minutos Sérgio melo deixa João Carvalho isolado e este com um vistoso chapéu sobre Nuno Cardoso faz o esférico beijar a base superior da baliza da turma da Terra-Chã. Pouco depois Pedro Freitas é obrigado a retirar do terreno de jogo João Carvalho, que infantilmente vinha a responder aos adeptos Matraquilhenses, evitando assim males maiores para a sua equipa. Aos 17 minutos e fruto de uma tremenda desatenção do último reduto do Capelense, Velhinho fica isolado, mas atira às malhas laterais.
No minuto seguinte Tiago Poim com um bonito passe quase deixa Velhinho isolado, valendo a intervenção de Ruben Leite, que deixa novamente o esférico à mercê de Tiago Poim e este sem preparação e de primeira faz um dos mais bonitos golos desta Série-Açores, fazendo o esférico passar por cima de Ruben Leite e Barbaço, com o mesmo a entrar no ângulo esquedo superior da baliza do Capelense. No minuto seguinte e quase que como resposta ao tento sofrido, Ruben Leite consegue ficar cara-a-cara com Nuno Cardoso e atira para grande parada do guardião Terceirense. Assim se atingiu o intervalo com o Matraquilhos a vencer por 3-1.
A segunda metade da contenda teve um inicio em tudo semelhante à primeira, uma vez que logo aos 30 segundos Carlos Rui arranca na esquerda do seu ataque, levando meia equipa do Capelense consego, e do nada trava, deixando para trás todos os adversários e calmamente assiste Tiago Poim que no coração da área recebeu e rematou colocado para o 4-1, instalando defenitivamente a festa nas bancadas. Os pupilos de Pedro Freitas sentiram o tento sofrido e o Matraquilhos carregava sobre o adversário e passado pouco mais de 1 minutos Tiago Poim recebe o esférico na entrada da área adversária e temporiza até à chegada de Tércio, deixando o esférico no companheiro, com este a rematar com estrondo para grande defesa.
À entrada para os últimos 10 minutos da partida, Ruben Leite remata de longe, fazendo o esférico desviar num adversário, traindo assim Nuno Cardoso e reduzindo a desvantagem para 4-2.  O Capelense tentava reduzir a desvantagem, mas acaba sempre por esbarrar na poderosa organização do Matraquilhos. A pouco mais de 3 minutos do final da partida o Matraquilhos beneficia de novo livre indirecto nas imediações da área de Dinarte, e Carlos Rui assiste Tiago Poim que recebe e surpreendentemente de calcanhar coloca as redes do Capelense a bailar pela quinta vez, fazendo assim o 5-2.
Pedro Freitas de imediato pediu o minuto de desconto a que tem direito, e lançou na partida o seu guarda redes avançado. A 40 segundos do final da partida João Carvalho rematou, com o esférico a desviar num defesa, mas Nuno Cardoso atento respondeu com uma grande defesa. Passados 10 segundos e na sequência de um canto o mesmo João Carvalho remata, mas vê o esférico ser devolvido pelo poste, nota para Nuno Cardoso que se encontrava mal colocado.

Fonte: Região Desporto

União D. Praiense 3x4 ARC Casa da Ribeira (Crónica)

O União Desportiva Praiense recebeu no passado sábado a congénere da Casa da Ribeira, no Pavilhão Desportivo do Juncal, em partida válida para a 10.ª jornada do animado Campeonato Nacional da Terceira Divisão de Futsal - Série Açores, tendo saído vencedora a equipa forasteira, na circunstância, por quatro bolas a três. 
A Casa da Ribeira iniciou o marcador no primeiro tempo e mostrou-se claramente mais à vontade e mais movimentada em campo, a dificultar bem as jogadas à formação da casa e com uma defesa agressiva ao adversário. 
Ainda a sete minutos do final do primeiro tempo, a Casa da Ribeira aumentava a diferença para 0-2, com um remate de fora da área que o guarda-redes praiense não teve hipótese de vedar. 
Ainda assim, o União Praiense não baixou os braços e continuou ao ataque para tentar igualar o desafio até aos últimos momentos da primeira-parte, mas o guarda-redes da Casa da Ribeira manteve-se firme e atento, não tendo vacilado. 
A Casa da Ribeira consegue fazer o 0-3 a poucos minutos do fim, mas o União Praiense, a apenas alguns segundos do final do primeiro tempo, faz o primeiro golo, numa confusão na área adversária que valeu o remate da equipa da casa e que melhora o resultado para a derradeira parte do jogo. Ou seja, tudo continuava em aberto. 
No entanto, a Casa da Ribeira parte com a vantagem de 1-3 para o segundo tempo e, com apenas dois minutos de jogo corridos, aumenta a diferença para 1-4, com um golo, digamos, nada estudado. 
O União Praiense tentava recuperar a todo o custo de um primeiro tempo onde, na verdade, a equipa não esteve à altura do adversário e, neste contexto, revelava-se agora mais atento, com um ataque mais forte, mas, em abono da justiça, foi infeliz em várias situações, com bolas ao poste ou com os defesas da Casa da Ribeira sempre a impedir o golo. 
Corridos 12 minutos do segundo tempo, o União Praiense consegue fazer o 2-4, na sequência de um livre indireto, e isso pareceu ter mudado a atitude da equipa que, passado um minuto, consegue diminuir a diferença para 3-4, na ocasião, com um remate inesperado que não deu hipóteses ao guarda-redes da Casa da Ribeira. 
A cinco minutos do final, e com o resultado perfeitamente em aberto, o União Praiense começa a mostrar um outro comportamento, sempre na tentativa de igualar a partida, mas com várias tentativas e livres indiretos falhados.
A registar foi o número de faltas efetuado por ambas as equipas, que somaram as cinco faltas antes de terminar o segundo tempo, mas onde a Casa da Ribeira aparentou ser sempre mais agressiva, devido à atitude defensiva mantida desde o início do jogo. 
O final da partida ficou marcado por um grande alvoroço em campo, com muitos remates falhados pelas duas equipas, mas de onde conseguiu sair vencedora a Casa da Ribeira, com o resultado de 3-4. 
De realçar a prestação da formação laranja durante todo o encontro, mas também a grande diferença que se evidenciou na prestação do União Praiense a minutos do fim, uma atitude que se revelou acanhada no início e que foi prejudicial ao resultado.
Em suma, assistimos a uma peleja altamente emotiva e competitiva, em que o resultado final premeia a turma que, globalmente, se apresentou melhor nos diversos itens. Três pontos, com certeza, muito saborosos para a Casa da Ribeira e que abrem boas perspetivas para aquilo que ainda falta disputar nesta Série Açores.



Fonte: Região Desporto